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Índice

Objectivos

Introdução

Procedimento Experimental

Discussão

Conclusão

Bibliografia

Anexos

Estudo do Fungo Rhysopus

Objectivos:

  • Identificar as várias estruturas que formam o fungo

  • Comparar as estruturas do fungo Rhizopus e do Penicillium

  • Identificar e comparar o processo de formação de esporos no fungo Rhizopus nigricans e no Pinicillium

  • Identificar o tipo de hifas existentes (asseptadas ou septadas)

  • Comparar os dois tipos de reprodução (assexuada e sexuada)

Introdução:

O Reino Fungi

Figura 1 (Internet)

Existem na Natureza cinco Reinos distintos:

  • Monera

  • Protista

  • Fungi (ou Fungos)

  • Plantas

  • Animais

Os Fungos não se autoclassificam. O Homem, por conveniência ou necessidade de referência. É que os organiza e classifica. Idealmente, o sistema de classificação deveria reflectir a filogenia, ou seja, as relações naturais de parentesco existente entre os mesmos. Entretanto, ao considerar tais relações, os micologistas podem ter ideias diferentes sobre a importância de um determinado carácter. Assim, não existe qualquer surpresa no fato de que diferentes autoridades (sistematas) não utilizem os mesmos critérios para classificação. Os sistemas e critérios de classificação são dinamizados por publicações científicas constantemente renovadas e novas hipóteses e critérios de classificação são sugeridos pelos taxonomistas.

Dentro dos cinco Reinos existentes, existem ainda subdivisões que, por sua vez se dividem em outras subdivisões (esq. 1).

Esquema 1 (Internet)

Neste relatório será apresentado o estudo de um Reino em particular: O Reino dos Fungos (Fungi), mais precisamente o fungo Rhisopus nigricans  e o Pinicillium ‚ .

Os fungos são um grande grupo de organismos que vivem como parasitas, (podem estabelecer relações de simbiose) alimentando-se de outros organismos vivos, ou como saprófitas, alimentando-se de matéria morta e que. Nesta última forma, juntamente com os seus parentes próximos, as bactérias, são muito importantes na redução da matéria orgânica formando compostos mais simples; de outro modo, o mundo ficaria coberto com os restos de animais e plantas mortas. Alguns anos atrás, os cientistas consideravam os fungos como plantas não verdes dentro do Reino Vegetal. Actualmente este grupo é classificado num Reino separado, o Reino Fungi.

Os fungos não possuem o pigmento verde, clorofila, necessário à fotossíntese (o processo pelo qual as plantas verdes são capazes de sintetizar o seu próprio alimento a partir de substâncias inorgânicas), por isso, a sua nutrição é obtida por absorção.

O corpo do fungo consiste em delicadas estruturas filamentosas chamadas hifas (sistema vegetativo filamentoso) que podem ser asseptadas ou septadas, as quais quando em conjunto compacto se dá o nome de micélio. À «cabeça» do fungo dá-se o nome de esporangióforo e é constituída por esporos (fig. 2)

Reprodução dos Fungos

A formação dos esporos pode ser endógena ou exógena.

É endógena se a formação dos esporos ocorre no interior da célula-mãe, que toma o nome de esporângio (fig. 2).

É exógena se a formação dos esporos ocorre na extremidade dos conidióforos, onde a célula-mãe dos esporos sofre divisão, originando os esporos em rosários (fig. 3).


Legenda:

1. Rizóides
2. Hifa vegetativa
3. Hifa Aérea
4.Esporangióforos
5. Esporos

 

 


Figura 2
- Representação esquemática de Rhizopus nigricans
In "Técnicas Laboratoriais de Biologia B. III" —Porto Editora


Legenda:

1. Conidióforos (célula-mãe)
2. Conídios
3. Hifa vegetativa



Figura 3 - Representação esquemática de Penicillium
in "Técnicas Laboratoriais de Biologia B. III" —Porto Editora

Os fungos podem-se reproduzir assexuadamente a partir de fragmentos do micélio ou através de estruturas microscópicas chamadas esporos, cuja função é equivalente à das sementes nas plantas superiores. Existem várias maneiras para que os esporos sejam libertados para o exterior quando atingem a maturidade; devido ao seu tamanho ser muito pequeno, eles são facilmente transportados por correntes de ar ou qualquer outro agente. O seu tamanho, forma e ornamentação são extremamente variados e estão certamente relacionados com o seu método de distribuição. Os fungos também podem reproduzir-se sexuadamente através da formação de células sexuais especiais chamadas gâmetas. Nos fungos inferiores, os esporos e gâmetas possuem frequentemente flagelos que lhes permitem deslocar-se dentro de água; neste aspecto assemelham-se às algas, das quais se pensa terem sido originados. Os esporos e a maneira como estes são formados são usados como a base principal para a classificação dos fungos.

A reprodução assexuada é um tipo de reprodução que envolve apenas um progenitor.

O processo de divisão nuclear que está associado a este tipo de reprodução é a mitose, pelo que os descendentes apresentam-se geneticamente idênticos entre si. Este processo de reprodução permite um rápido aumento das populações em meio ambiente favorável, isto é, desde que os seres tenham à sua disposição espaço e nutrientes em quantidade suficiente.

Muitos seres vivos unicelulares e pluricelulares apresentam reprodução assexuada que se pode dar por diferentes processos: bipartição, gemulação, esporulação, fragmentação ou multiplicação vegetativa.

A reprodução sexuada é caracterizada pela fusão de duas células sexuais, os gâmetas, resultando daí uma célula especial, o ovo ou zigoto, que é portador dos cromossomas transportados pelo gâmeta feminino. Desta forma, como consequência da fecundação, o núcleo do ovo ou zigoto apresenta o dobro do número de cromossomas em relação ao núcleo de cada um dos gâmetas . Mas o facto de o n.º de cromossomas permanecer constante ao longo de sucessivas gerações implica que, em qualquer ciclo de vida com reprodução sexuada, seja imprescindível a existência de um processo celular que reduza para metade o número de cromossomas. O processo responsável por essa redução cromática é a meiose.

Procedimento Experimental:

Material:

  • MOC

  • Lupa binocular

  • Lâminas

  • Lamelas

  • Agulha de dissecação

  • Pinça

  • Papel de limpeza

  • Culturas de Rhisopus nigricans (Bolor do pão)

Métodos:

  1. Retirou-se com auxílio de uma pinça e de uma agulha de dissecação um fragmento do bolor do pão;

  2. Seguidamente colocou-se numa gota de água numa lâmina e o fragmento retirado e procedeu-se à sua dissociação mecânica e cobriu-se com uma lamela;

  3. Procedeu-se de seguida, à observação da preparação ao MOC e à lupa binocular;

  4. Registou-se os resultados obtidos.

Resultados:

Observação microscópica da estrutura do fungo Rhisopus nigricans

Ocular: 15x
Objectiva: 10
Ampliação: 15 x 10 = 150x

Legenda:

1. Esporos
2. Abertura do esporangióforo
3. Esporangióforo
4. Hifa vegetativa
5. Hifa vegetativa septada

NOTA: Foram observados em outras preparações, hifas vegetativas septadas. Tal facto poderá ter origem na extracção do fragmento de bolor do pão, que juntamente com a espécie Rhisopus nigricans, poderá ter vindo misturado outra espécie do género Rhisopus

Discussão:

Na observação do fungo Rhisopus Nigricans (bolor negro do pão) foi possível visualizar as várias estruturas existentes.

Todos os fungos são constituídos por hifas vegetativas, hifas aéreas (as quais quando em conjunto compacto se dá o nome de micélio) que podem ser asseptadas ou septadas, esporangióforo e esporos, como já foi referido anteriormente.

As hifas vegetativas apresentam traçados mais acentuados do que as hifas vegetas. O esporangióforo contém umas «bolinhas», os esporos , havendo também, esporos soltos.

Relativamente ao fungo observado tanto as hifas vegetativas, tanto as aéreas eram asseptadas, embora em algumas tenham aparecido hifas vegetativas septadas. O motivo deste facto talvez esteja relacionado com a extracção do fragmento do bolor do pão que, poderá ter vindo outra espécie do género Rhisopus misturado com o Rhisopus nigricans.

Os fungos podem reproduzir-se assexuadamente e sexuadamente

Reproduzem-se assexuadamente a partir de fragmentos do micélio ou através de estruturas microscópicas chamadas esporos, cuja função é equivalente à das sementes nas plantas superiores. Estes podem ser libertados para o exterior atingem a maturidade. Como eles tem um tamanho pequeno, são facilmente transportados por correntes (vento), pela água da chuva e por outros meios. O processo de divisão nuclear que está associado a este tipo de reprodução é a mitose, pelo que os descendentes apresentam-se geneticamente idênticos entre si. Este tipo de reprodução pode acontecer por diferentes processos: bipartição, gemulação, esporulação, fragmentação ou multiplicação vegetativa.

Reproduzem-se sexuadamente através da formação de células sexuais especiais chamadas gâmetas. É caracterizada pela fusão das duas células sexuais, resultando daí uma célula especial, o ovo ou zigoto, que é portador dos cromossomas transportados pelo gâmeta feminino. O processo responsável pela redução cromática (n.º de cromossomas permanece constante ao longo de sucessivas gerações implicando que seja imprescindível a existência de um processo celular que reduz para metade o número de cromossomas). é a meiose. Nos fungos inferiores, os esporos e gâmetas possuem frequentemente flagelos que lhes permitem deslocar-se dentro de água; neste aspecto assemelham-se às algas, das quais se pensa terem sido originados. Este processo de reprodução permite um rápido aumento das populações em meio ambiente favorável, isto é, desde que os seres tenham à sua disposição espaço e nutrientes em quantidade suficiente.

As espécies estudadas (Rhisopus nigricans e Penicillium) tem diferentes processos de formação de esporos.

Os esporos do Rhisopus nigricans são formados no interior da célula-mãe, o esporângio. Este tipo de processo de formação é designado por divisão endógena.

Relativamente ao Penicillium a formação dos esporos ocorre na extremidade dos conidióforos onde a célula-mãe dos esporos sofre divisão, originando os esporos em rosário. Este tipo de processo de formação é designado por divisão exógena.

Conclusão:

  • Os fungos (Rhisopus nigricans ) são constituídos por: Esporangióforo, esporos, hifa aérea, hifa vegetativa (fig.2)

  • fungo Pinicillium é constituído por conidióforos (célula-mãe), conídios Hifa vegetativa (fig.)

  • No fungo Rhisopus nigricans a formação dos esporos ocorre no interior da célula-mãe, que toma o nome de esporângio. Este tipo de formação de esporos é designado por divisão endógena. O mesmo não acontece com o fungo Pinicillium em que a formação dos esporos ocorre na extremidade dos conidióforos, onde a célula-mãe dos esporos sofre divisão, originando os esporos em rosários. Designa-se por divisão exógena.

  • As hifas observadas do fungo Rhisopus nigricans (tanto as vegetativas como as aéreas) são asseptadas, embora, em alguns casos, se tenha observado nas hifas vegetativas septos (hifas septadas). O motivo deste facto talvez esteja relacionado com a extracção do fragmento do bolor do pão que ao ser extraído, outra espécie de Rhisopus poderá pode ter vindo misturado.

  • A reprodução assexuada caracteriza-se por manter as características genéticas dos indivíduos. Permite a formação de indivíduos a partir de um só progenitor, sem que haja intervenção de células sexuais e, portanto, de fecundação. O processo de divisão celular que está associado a este tipo de reprodução é a mitose

  • Na reprodução sexuada (dois progenitores), existe fecundação pela fusão de duas células sexuais, os gâmetas, resultando daí uma célula especial, o ovo ou zigoto. O processo interveniente neste tipo de reprodução é a meiose.

Bibliografia:

LEITE, A.; ALMEIDA, M.; OLIVEIRA, M.; BALÇA, M.; COSTA, S.; — Da Célula ao Organismo bloco II. —Porto: Areal Editores, Maio de 1997.

SERRA,L.; ALMEIDA, C.; SOARES, R.; MARQUES, E.; —Técnicas Laboratoriais de Biologia bloco III. —Porto: Porto Editora, 1998

Folhas anexo de T. L. B. do 10º, 11º e 12º anos

Na Internet:

http://www.geocities.com/~esabio/mario/coletas_de_amostras.htm

http://business.fortunecity.com/waitt/86/fungi.htm

http://www.ucmp.berkeley.edu/fungi/

http://www.geocitis.com/~esabio/mario/nocoesbasicas.htm

Anexos:

 Classe Zigomycota

Exemplares típicos: Rhizopus spp.; Mucor spp.(Bolor negro do pão)

Usualmente saprófitos. Soma tipicamente miceliano, sem septos. Haplóide. Parede com quitina + citosinas. Talo geralmente sifonado. Produzem esporos sempre imóveis em número indefinido. A gamia ( cistogamia ) conduz à formação de um zigósporo geralmente provido de parede espessa e ornamentada e que germina rapidamente ( meiose é zigótica ).

A reprodução assexuada é assegurada pela diferenciação de esporângios pedunculados. Os esporângios são esféricos e suportados por hifas erectas ou esporangióforos. A porção central do esporângio torna-se altamente vacuolizada, constituindo a columela. A zona periférica é a zona do esporângio que suporta os esporos. No interior do esporângio o citoplasma fragmenta-se em porções em regra plurinucleadas, os esporos. Quando os esporos atingem a maturidade dá-se a ruptura da parede do esporângio e a libertação dos esporos.

A reprodução sexuada é assegurada por pares de filamentos sexuais de sexos opostos. Quando as hifas de sexos opostos + e - entram em contacto há dilatação das suas extremidades, diferenciando-se os progametângios. Seguidamente há a formação de um septo perto da extremidade do progametângio separando-se duas células: o gametângio terminal e o suspensor. Quando os gametângios entram em contacto as paredes dissolvem-se e os conteúdos plurinucleares dos gametângios fundem-se num zigoto por cistogamia. Inicialmente, o zigoto fica com pares de núcleos de sexos opostos. Os núcleos que não emparelham degeneram. Os núcleos emparelhados fundem-se por cistogamia mas a seguir todos os núcleos diplóides degeneram à excepção de um que depois se divide no momento da germinação por meiose, degenerando 3 dos 4 núcleos resultantes. Entretanto, a nova célula resultante da cistogamia aumenta de tamanho, aumenta a espessura da parede e esta torna-se ornamentada. A esta célula dá-se o nome de zigósporo. A germinação do zigósporo ocorre quando as condições se tornam favoráveis e processa-se em regra por diferenciação de um tubo germinativo com aspecto de hifa, formando um esporângio pedunculado no qual se formam esporos haplóides que germinam num novo gametófito haplóide.

 

‚ Classe Deuteromycota

Exemplares: Aspergillus spp.; Penicilium spp.

Estes Fungos, também chamados Fungos Imperfeitos, não possuem (porque não se

Algumas das espécies pertencentes a esta subdivisão têm uma grande importância a nível da indústria da produção do vinagre (Aspergillus nigra) e na indústria farmacêutica, na produção de antibióticos (Penicilium notatum e P. crysogenum).